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sexta-feira, 25 de março de 2016

O milagre da marcela


(João Lemes) *
Em dado momento preciso parar e avaliar o percurso, rever as falhas e mostrar o que aprendemos com elas. É tempo de reviver a Paixão, lembrar que na Sexta Santa não basta só colher marcela e comer peixes, mas sobretudo, repartir a pesca e a colheita com os amigos.

Lembro-me de que, na adolescência, meu irmão e eu costumávamos ir longe, logo cedo, para apanhar as “plantinhas miraculosas”; as marcelas. Não importava se traríamos uma enorme maçaroca e só tomaríamos um chazinho por ano. Valia pelo gosto de sair para o campo, desfrutando do convívio de alguém que, hoje, mal sei notícias.

A tal erva que descrevo agora não é considerada, pelos médicos, como sendo “mágica”. Também não reafirmo isso, tampouco sou adepto ao curandeirismo, mas de uma coisa tenho certeza: se tiveres dor de barriga e tomá-la, será o mesmo que “tirar com a mão”.

Oxalá os males da vida vindos da prepotência, do ambicionismo nosso fossem tão simples como a dor de barriga e a palavra tivesse, sobre o coração, efeitos tão miraculosos a exemplo da marcela. Mas, pelo menos, não falharemos por não tentar, esta é a certeza que resta. Feliz Páscoa a todos!
* (Jornalista).

2 comentários:

Anônimo disse...

As pessoas tem deixar o individualismo e pensar mais no coletivo, não apenas em datas comemorativas, mas sim a vida toda, pois, trabalho em equipe funciona melhor que individual e as pessoas precisam ser mais amigas uma das outras, pois, um precisa do outro para viver.

Anônimo disse...

Será que cura o mal dos políticos?

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