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sexta-feira, 18 de março de 2016

Santiaguenses em seminário da UFSM

Hoje à tarde o jornalista João Lemes participou de um seminário na UFSM com professores doutores em educação e direitos humanos, como Valdo Barcelos e o professor e jornalista Marcos Rolim, referência no Estado nessa área. Entre outras coisas, Rolim falou que em uns 60 dias a Dilma pode cair. O Temer assume, faz algumas alterações e o povo volta feliz pras suas casas. 
Briga de Bugios

Mas não devemos esquecer de olhar tudo com muita cautela e torcer para que a lava-jato pegue todos, do partido que for e prenda, caso tenham provas.  A partir disso é que teremos alguma certeza no futuro, não com esta "briga de bugios", onde cada grupo defende apenas seus interesses enquanto a podridão voa para todos os lados.

Obs. João Lemes, Giovani Pasini, entre outros, fazem parte do Kitanda, grupo de pesquisa da UFSM liderado pelo professor Valdo Barcelos.  

1 comentários:

Anônimo disse...

Belo texto de Marcos Rolim para uma reflexão. ps. foi taxado de Comunista nas redes.
As recentes entrevistas do ex-governador Olívio Dutra constituem peças memoráveis se avaliarmos a posição a partir da qual ele fala, ainda imaginando possível a reconciliação do seu partido com os valores que lhe deram origem. Olívio é um homem simples e, ao mesmo tempo, sofisticado e culto. O tipo de intelectual que jamais confundiria Engels com Hegel, que recusaria auxílio moradia e que expressa, com seus acertos e erros, a memória de dignidade que a política brasileira perdeu há muito. É triste que o PT tenha se tornado um partido inóspito para pessoas com o perfil de Olívio Dutra e que integridade moral, coerência e espírito público sejam produtos cada vez mais rarefeitos no mercado.
Parafraseando Olívio, penso que o Brasil está “metido em uma inhaca” sem precedentes. Chegamos a ela pela promoção de demagogos, oportunistas e delinquentes, que brotam como cogumelos depois da chuva em todos os espaços, não só na política. A operação Lava Jato despertou entusiasmo ao prometer Justiça e criou o símbolo de uma ruptura diante da tradição de impunidade com a qual sempre se brindou os ricos no Brasil. “Ninguém pode estar acima da lei”, se passou a repetir. Sim, ninguém. Tampouco magistrados e promotores, faltou dizer. O pedido de prisão preventiva de Lula não é apenas desarrazoado. A fundamentação dos promotores paulistas inclui o argumento de que o ex-presidente “desrespeitou” a Justiça ao criticar o mandado de condução coercitiva e “mobilizar sua rede violenta para inflamar a população”. Então Lula não pode criticar decisão do Judiciário? Nem pode conclamar a militância do seu partido a atos públicos? O argumento faria sucesso na Coréia do Norte.
O açodamento dos promotores, contrastado pela histórica compreensão do Ministério Público e do Poder Judiciário paulistas diante dos governantes tucanos, deu a Lula e ao PT a chance de um discurso, coisa que ambos haviam perdido há muito. Reside aqui o principal desafio dos magistrados e promotores da Lava Jato: mostrar que seus compromissos são, de fato, com a Justiça e não com uma versão seletiva e politizada dela. Afinal, por que há mandados coercitivos e pedidos de prisão para Lula, mas não para Eduardo Cunha? Por que Aécio Neves é citado várias vezes em delações e nunca foi sequer convidado a prestar depoimento? Lula deve explicações sobre as relações aparentemente tão íntimas que mantém com as empreiteiras? Sim, claro que deve, mas a operação Lava Jato também deverá se explicar, se não for parte da inhaca.

Editores

João Lemes
Éder Alves
Nova Pauta