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terça-feira, 9 de agosto de 2016

O assunto é a comunicação jornalística

(João Lemes)*
Hoje vou falar de comunicação. Sabemos que nem tudo é perfeito, que é difícil não deslizar em nada, entretanto, com algum esforcinho se evita muita coisa. Exemplo: Algumas emissoras pelo Rio Grande afora não exigem nada de seus comunicadores. Nem mesmo mandam ler. Aí é uma enxurrada de gafes e cópia de notícias.

Alguns mal conseguem ler as notícias dos outros com certa fluência verbal. Outros leem artigos inteiros e não dizem nem o nome do autor, que dirá a fonte. E há os comunicadores que passam o dia apenas dizendo a hora, temperatura, velocidade do vento, as propagandas e "a nossa programação".

Nos grandes jornais também falta competência. Hoje o principal grupo, que é a RBS, emprega muitos estagiários e manda pra casa grandes jornalistas. Aí, você só vê cópias de cópias dos estilos. Vou dar um exemplo; em certas ocorrências, todos os do grupo dizem bem assim:

"Um caminhão saiu da pista por  volta das 3h35min da madrugada deste domingo. O acidente foi na BR 385, km 338, na região noroeste do estado."

Observem que até agora não foi dito quase nada para o ouvinte ou leitor mais leigo. Só se viu e ouviu coisa técnica, ótima para a polícia ou caminhoneiros. Ou pensam que todo mundo sabe os números das BRs, as regiões do RS e ainda o km? Faça um teste; você saberia?

E segue a notícia:
"Pelo menos três pessoas morreram e quatro ficaram feridas no acidente".

Ora! Essa expressão "pelo menos" virou parte de uma compensação. "Pelo menos hoje vou poder ir á festa. Consegui comprar uma roupa nova!"  

Viram? Portanto, o bom seria não usá-la para dar outro sentido. A nossa língua é rica em sinônimo. É só pensarmos um pouco mais.

Outro palavreado que está virando vício é o gerundismo. Seguidamente se ouve: "Nos vamos estar vacinando as crianças de 02 a 10 anos de idade"; "Vamos estar sorteando vários prêmios".

Então, fica essa dica para quem deseja entediar menos os seus ouvintes ou leitores. Fale mais direto, mais simples, com linguagem menos técnica. Afinal, os "tempos" são modernos e o "tempo" é algo muito valioso.

* (Jornalista e professor de Língua Portuguesa)

4 comentários:

Anônimo disse...

Ai eu pergunto,existia essas aberrações no jornalismo quando para exercer a profissão exigia-se no mínimo curso superior de jornalismo?Hoje qualquer um intitula-se jornalista,repórter,sem qualificação alguma o mesmo acontece nas rádios onde a pessoa nem falar direito sabe paga uma cota a emissora e torna-se radialista.

Anônimo disse...

aqui em santiago estão assassinando a lingua portuguesa em programa radiofonico bem cedinho ao anunciar um medicamento que uma hora e´camoatim campeiro e logo passa ser chamado comatim campeiro esta ultima eu nao achei no dicionário

Anônimo disse...

Tem um programa esportivo do meio dia w o cara faz duas vezes. Ele lê devagar e tepete as palavras. Quase enlouqueço, será q só eu ouço?? Ex:
O jogador do Grêmio Pedro Rocha, o jogador do Gremio...Pedro Rocha...não vai participar participar. Ta loco.

Anônimo disse...

Aqui em Santiago qualquer um é doutor nisso ou naquilo, e outra formação acadêmica não quer dizer conhecimento, existem muitos alfabetos profissionais que tem diplomação de ensino superior!!!

Editores

João Lemes
Éder Alves
Nova Pauta