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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O golpe do ano em São Chico volta à tona

(por João Lemes) 
Há meses o Expresso mostrou mais uma vez o que acontece com quem deseja lucro fácil. Em São Chico, quase 400 pessoas perderam mais de 20 milhões (somando tudo). Algumas delas são endinheiradas, mas outras são meros aposentados que arriscaram suas economias. Foram atrás de juros maiores que a poupança e colocaram dinheiro na mão de quem não conseguiu honrar a palavra.

O caso voltou à tona depois que o Expresso denunciou. Uma comitiva novamente se reuniu no CTG para encontrar uma maneira de reaver suas perdas e agora virou tema até da RBS TV, e veio à tona também o nome de Luiz Fábio Mendes (foto) que sumiu sem deixar pistas. Veja mais detalhes no Expresso desta semana.

Banquinho da agiotagem?
O caloteiro tanto pegava dinheiro a juro como emprestava, também a juro. E como alguns não conseguiram crédito em bancos, a exemplo de certos produtores rurais, o jeito foi servir-se do outro “banco”. Mas o fato deles não terem crédito remete à ideia de que não costumavam pagar contas ou não tinham bens para dar em garantia. Assim, se via que o futuro do negócio era incerto.

Obs. Aliás, São Chico tem dom para essas coisas. Lembram do “banquinho municipal” da era Carvalho?

Prova da ilegalidade
Ninguém queria dar parte até agora, outra prova de que estavam conscientes sobre o negócio ilegal. Quanto ao tal agente financeiro (ou agiota, como dizem) sempre foi uma pessoa que honrava os compromissos. Mas como diz o ditado, todo bom pagador o é até deixar de ser.

Massacre econômico
O grave problema não foi os milhões dos empresários, médicos e políticos. Afinal, em algum tempo todos lucraram com o “banco”. O massacre mesmo foi causado ao pequeno empresário, ao trabalhador ou aposentado que há pouco havia investido. Lamentável também é saber que talvez ninguém seja punido. E por um óbvio motivo; aos olhos da justiça essas vítimas não existem.

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