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quarta-feira, 24 de maio de 2017

“Jurados e promotores estão bem preparados para atuar?”

Advogados Isaque dos Santos Dutra e Dioníso da Costa absolveram o réu (sentado)
Jari Espig
São Chico - As três absolvições pelo Tribunal do Júri em menos de 40 dias chamaram a atenção do advogado Jari Espig, presidente da OAB assisense. Ele fez questionamentos:  

“Será que os jurados estão com receio dos acusados? O corpo dos jurados não está bem preparado para assumir as suas obrigações constitucionais? Os promotores, por serem de outras comarcas, não conhecem a nossa realidade criminal? São questões que deverão ser debatidas com a máxima urgência, já que recebemos muitas manifestações da sociedade assisense.

Onda de impunidade
“A população está muito preocupada com o aumento de criminalidade; são abigeatos, lesões graves, roubos, tentativas e consumações de homicídios, crimes envolvendo famílias. Tudo isso, caso não haja uma reprimenda eficaz, irá gerar, o que já está acontecendo, uma segunda onda da impunidade. Essa sim, é mais grave ainda, pois decorre da ausência do Estado, como instituição de repressão organizada contra os crimes. Quando o criminoso sai impune; quem perde é a sociedade e nós todos”, diz Jari.

Advogados elogiados
“Por outro lado, as defesas estão muito bem estruturadas, o que merece o nosso elogio. Não são os advogados os culpados pelos resultados dos julgamentos, mas aqueles que recebem a incumbência de julgar os crimes mais graves e nem sempre observam o que exatamente está nos autos. O Tribunal do Júri não é um teatro, é uma instituição que deve ser formada por pessoas de coragem e que não tenham receio das consequências de seus votos”, reforça Jari Espig.

2 comentários:

  1. Homem sentado leva seis tiros e três facadas e incrivelmente é absolvido. Absurdo! Tem que rever o nosso judiciário.

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  2. Anderson Bittencourt Flores25 de maio de 2017 08:35

    Se todos os procedimentos legais e processuais foram adotados, não há que se falar em impunidade. Restariam impunes os criminosos condenados pela justiça, que não cumpriram suas penas ou sequer foram localizados para isso. Infelizmente, as leis brasileiras, em destaque os diplomas penais, trazem grande conforto ao infrator para praticar tais atos. Isto posto, precisamos de uma profunda reforma no Código Penal e Processo Penal. E mesmo assim, não conseguiremos satisfazer a demanda de "justiça" apresentada pela população.Para enfrentar a criminalidade, precisamos de uma polícia forte, de um judiciário ágil, e de uma política de ressocialização séria e eficaz. Do contrário, estaremos fadados a conviver com a insegurança espreitando nossos lares. Anderson Bittencourt Flores. Policial Militar, Bacharel em Direito, Jornalista Profissional.

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