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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Um ajuste justo

(João Lemes) Todos os dias, milhões tentam passar num concurso. Com razão. Mais da metade dos servidores públicos estão no grupo dos mais ricos. O chamado “prêmio salarial” do funcionalismo brasileiro é o mais alto dos 53 países pesquisados pelo Banco Mundial.

Os servidores públicos, principalmente os federais, chegam a ganhar quase 70% a mais do que um empregado no setor privado em função semelhante, com a mesma formação e experiência.

No relatório “um ajuste justo”, proposto para aumentar a eficiência e equidade do gasto público no Brasil, o banco avalia que esses salários elevados fazem aumentar a desigualdade social.

Quem está achando muito, não esqueça de que ainda não falei dos supersalários, das aposentadorias acima do teto e das pilhas de outras vantagens. São distorções que não acabam mais no país das diferenças.

Baseado nesses desencontros, a reforma da Previdência quer um novo teto no setor público e uma aposentadoria mais igualitária, com, no máximo, 6 mil reais. Muitos não vão gostar, mas se queremos ver nosso país com menos fome, mais educação, segurança e saúde, temos que pensar no ajuste justo. Pelo menos mais justo do que o de hoje.

5 comentários:

  1. TALVEZ O PROBLEMA NÃO SEJA DO SALÁRIO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E SIM DO SALÁRIO MÍNIMO?

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  2. QUAL O SALÁRIO MÍNIMO CALCULADO PELO 'DIEESE'?
    O salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família deveria ser de R$ 3.899,66, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), baseado nos dados de abril da Pesquisa Nacional de Cesta Básica de Alimentos. Hoje, esse valor é de R$ 937.9 de mai de 2017

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  3. Por que não se fala em ajuste justo para os políticos, que ganham salários exorbitantes para não fazer nada e ainda roubam do povo que paga cada dia mais impostos e tem menos retorno. Não esqueçam que o funcionário público segue pagando previdência mesmo após aposentado, não consegue fugir do imposto de renda como muitos do setor privado e não tem direito ao FGTS. Chega qualquer político em uma rádio ou jornal e é considerado uma visita ilustre, teria de considerar uma visita ilustre de um professor que leciona por um salário vergonhoso e parcelado (no caso dom estado). É a farra com o dinheiro público que está terminado com nosso país e é bem fácil por a culpa no funcionalismo público. Cito um exemplo de Santiago, o Sr. Marco Peixoto, que ganha um alto salário, fora as regalias, o que fez para tanto? O governador Sartori, que desde 1988 está "trabalhando para o povo". As isenções fiscais para grandes empresas, quem paga a conta? Não é só o funcionalismo público que precisa pagar essa conta.

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    1. Falou tudo companheiro! Querem por a culpa agora no funcionalismo sendo que a culpa do pais estar nessa bagunça ė desses politicos corruptos.Outra coisa gostam de comparar salarios de servidor com iniciativa privada, mas o concurso ė aberto a todos, estudem e passem, se nao fosse pra ser valorizado nao precisaria existir o concurso,nao precisaria estudar nem se qualificar,o povo ė preguisoço e invejoso,batalhem por algo melhor em vez de botar a culpa no funcionalismo.

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  4. É só o povo parar de trocar o voto por uma cesta básica ou uma janta e trocar todos os acomodados na prefeitura, câmara de vereadores, governo e presidente, senadores e deputados,e não apoiar a corrupção pois vender o voto tbm é ser corrupto e daí não adianta colocar a culpa neste ou naquele.. ..

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