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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Ser espelho para os filhos justifica nossa presença na terra

ARTIGO DO DIA
(por João Lemes)  - Quando eu era criança, gostava de observar os mais velhos. Meu tio recebia os compadres, enquanto eu ficava à espreita: qual seria o início da prosa? Será o tempo ou os animais? Indagava-me, fazendo um jogo com meu próprio pensar. O assunto “tempo” sempre vencia.
- Buenas, compadre!
- E daí, será que chove?
- Olha, só se virar o vento.
- É, mas hoje amanheceu carregado para os lados do “chovedor” e eu não quero mentir, mas esse tempo velho é “caborteiro”... As palavras do tio eram sábias e eu jamais retruquei. Naquele tempo, criança que se metia em conversa de adulto levava um tapa. Pior ainda se fosse hora do almoço.

Infelizmente não tive privilégio de ser criado pelo meu pai. Minha mãe, ainda jovem e com oito bocas pra sustentar, precisou “dar” quase todos os oito filhos. Numa “doação” daquelas me fui junto. Morei por 10 anos com meus tios, depois agarrei o mundo.

Apesar de não conviver com meu pai, nunca o esqueci. Sua imagem é onipresente em minha memória. Meu pai foi meu rei. Digo isso por saber que o maior orgulho de um pai é ser o herói de seu filho.  Não adianta ser herói para o mundo; tem que ser para o filho, como meu pai foi.

Ser espelho para a prole justifica nossa presença na terra e nos faz remoçar. E hoje, caso não seja o rei para meus filhos, já me contento em poder apenas dizer que eles são o meu reino.

Um comentário:

  1. Parabéns João Lemes, me identifico muito com esse texto, fiquei emocionado de verdade e sei que tu és um cidadão daqueles que luta para que possamos restaurar a nossa cultura e dar a nossos filhos um mundo melhor, onde os valores sejam valorizados, um mundo onde os cidadãos de caráter tenham direito a viver em paz, e os medíocres sejam cobrados como devem!!!
    Abraço!!!

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