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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Santiago se agiganta com a vinda da Coopatrigo

(João Lemes) A cada ano, Santiago ganha dezenas de empresas. Diretores e empresários descobriram a polaridade regional de Santiago, sua força motriz para gerar a economia e o grande capital que circula todo mês. Um efeito dominó ao contrário. Um fato engrena noutro e mais empresas têm a mesma iniciativa.

Inauguração do Centro Agropecuário
Hoje visitei a direção da Coopatrigo e sua gigantesca estrutura. Falei com o assessor de comunicação Roberto Marques e o presidente Ivo Batista, os quais estão eufóricos com a inauguração do Centro Agropecuário, dia 17 de maio. O moderno prédio foi construído às margens da BR 287, saída para São Borja, em um investimento de 4 milhões e meio. O projeto completo prevê investimentos que podem chegar a 10 milhões.

30 milhões aos associados
Segundo Ivo Batista, a Coopatrigo é uma rara cooperativa nacional que consegue distribuir uma média anual de 30 milhões de reais aos seus associados, fora toda a estrutura e garantias que coloca à disposição.

Ele ressalta a importância da presença de uma cooperativa assim para gerar emprego, aquecer a economia e, de quebra, regular mercado com uma concorrência saudável e ética.  

Gigantesca estrutura
A unidade de Santiago terá toda a estrutura para servir ao produtor, com quatro setores de comercialização; terá toda linha de insumos agropecuários, implementos agrícolas, produtos veterinários, venda de pneus, balanceamento etc.

Um comentário:

  1. Cooperativismo Reciclado em Santiago.
    Pois é, João Lemes, o cooperativismo agropecuário se recicla em Santiago, graças à COOPATRIGO, que conseguiu sobreviver à crise das décadas passadas. Não podemos esquecer que já tivemos duas grandes cooperativas agropecuárias em Santiago: Cooperativa Rural Santiaguense, que atuava no comércio laneiro e pecuário e a célebre Cooperativa Regional Tritícola Santiaguense Ltda, a “TRITÍCOLA”, como carinhosamente era chamada por todos nós. A primeira, foi completamente liquidada no final do último século. A segunda, que protagonizou, no passado, forte desenvolvimento da agricultura regional, servindo de instrumento de comercialização de soja, trigo, sementes, repasses de recursos financeiros para pré-comercialização e aquisição de insumos, supermercados em diversos municípios, postos de combustíveis, lojas e fábrica de peças, loja de confecções, loja de insumos, frota de transportes e outras não sobreviveu à primeira década do atual milênio, dizimada pelos interesses pessoais, irresponsabilidade e incapacidade gerencial de seus dirigentes, além de questões climáticas que frustraram muitas safras e da crise econômico-financeira que se abateu no país e, por via de consequência, impactando fortemente a sobrevivência e a solvência dos agricultores associados.
    A COOPATRIGO, com sede em São Luiz Gonzaga, nossa vizinha, que também enfrentou os mesmos obstáculos económicos, climáticos e de políticas agrícolas que a nossa “TRITÍCOLA”, conseguiu sobreviver e, o que é mais importante, crescer como cooperativa de produção e ainda alargar sua área de atuação e de apoio a novos produtores em outras regiões.
    É muito bem-vinda a COOPATRIGO em nosso meio! Devemos saudá-la e expressar a nossa admiração aos seus gestores que souberam conduzi-la na difícil travessia das últimas quatro décadas. Mas, também, como nativos e aquerenciados em Santiago, não podemos deixar de refletir sobre as causas e razões para a débacle do coperativismo autoctóne e, também, aceitar passivamente a deterioração do patrimônio físico da tritícola, que persiste abandonado e à mercê das disputas judiciais acerca da massa falida.
    Vulmar Leite

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