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segunda-feira, 29 de julho de 2019

A República Hackeada vai pelos ares (de helicóptero)

Há vários meses só se fala nos hackers que espalharam as conversas de altas autoridades brasileiras pelo mundo. A mais importante delas é o ex-juiz Sérgio Moto, hoje ministro da Justiça.

Enquanto se discute o crime da invasão, outros questionam a veracidade dos vazamentos. Moro não diz sim nem não; em algumas vezes, disse não lembrar.

Essa de “não lembrar” ou de não saber é uma boa defesa e já foi muito usada no passado.

Ninguém duvida que Moro tenha feito um baita trabalho ao colocar dezenas de ladrões na cadeia. Ninguém duvida que essa invasão seja crime. Agora também não dá para duvidar que nem tudo andou perfeitamente nessas investigações.

E no meio do furacão sobrou para a gaúcha Manoela D'ávila, que deve muitas explicações sobre vazamentos.

Quando a justiça erra com os ladrões, com os outros, não nos causa nenhum mal aparente. O problema será no dia em que ela errar com um de nós ou com um da nossa família. Sem ilegitimidade da justiça, sem pudor da justiça, todos corremos perigo.

O presidente Bolsonaro pensa que ainda é deputado. A mais nova dele é que essa história de meio ambiente é coisa de vegano. Ele sabe o que é vegano?

Quando aeronaves da FAB levou convidados do filho Eduardo ao seu casamento, muitos acharam normal. 

E o presidente se recusou a responder pergunta de jornalista sobre convidados do casamento do filho Eduardo que usaram a aeronave. Bolsonaro reagiu com rispidez.

Agora, os mesmos aliados, dentre eles o senador Heinze, acham normal o presentão de pai para filho a Eduardo, para ser embaixador nos EUA.

É a velha história; não roubando, tudo pode, na república rackeada.

Enquanto isso...

Mantega vira réu por fraude de 8 bilhões no BNDES

A Justiça Federal acatou parte da denúncia do Ministério Público Federal e tornou réu o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho e outras três pessoas. Eles são acusados de autorizarem um empréstimo de 8 bilhões do BNDES para a JBS, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, entre 2007 e 2009.

Outra briga de graça com a OAB
O Conselho Federal da OAB repudiou a declaração de Bolsonaro, que, para criticar a entidade, atacou o presidente da OAB Felipe Santa Cruz, cujo pai desapareceu durante a ditadura entre 1964 e 1985. “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade”, disse Bolsonaro. Em nota oficial, os advogados prestaram solidariedade a Santa Cruz e todas as famílias de quem foi morto, torturado ou desaparecido ao longo da história, especialmente durante o regime militar. 

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